Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Perfeito! Autoestima, amor próprio, segurança, confiança em si mesma. Difícil para muita(o)s chegar nesse nível. É claro que imagino que há dias em que a balança chacoalha, mas para quem isso não acontece? Quando a base é boa, o equilíbrio retorna rápido.
ResponderExcluirAdorei!
Adorei. Também não conheço sensorialmente o significado de ciúme. Nunca senti. Mas sempre amei.
ResponderExcluirAi Nanna,
ResponderExcluirmais um texto emocionante.
Yeeeeeeeeeeeeeessssssss!!!
'Grad-cida
Beijo!
Estou aqui por indicação da Paula Nigro. E posso dizewr que adorei o texto, uma vez que compartilho da mesma idéia. Também penso assim: estou junto porque quero estar; está comigo porque quer estar.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, Ana Paula
Perfeito !! AMEI !!
ResponderExcluirJá compartilhei...
Bjo lindona
agora não posso mais ler mesmo, porque já estou soluçando de tanto chorar...
ResponderExcluir