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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Eu Rio

Da minha família mineira herdei este humor que é mais forte que a morte. Não há tragédia, não há ódio, não há tirania nem dor que eles não joguem por terra com a espada do humor em punho. Vamos rir no enterro uns dos outros, está combinado. O riso, misturado com amor, vai destruindo, desqualificando a maldade, a imaturidade, a pequenez dos homens. Sou uma criatura afortunada. Recebi, na mala do nascimento, esta metralhadora de plantar afeto, dissolver rancores, preconceitos e mágoas. Aponto sem dó para um mundo árido de disputas e culpas e atiro. Atiro sem descanso minha graça. O riso brota liquido no meio das seriedades secas, hipertrofiadas, dissolvendo venenos cotidianos. E, às vezes me falta, quando me percebo densa e aferrada a desamores incontornáveis. Então corro para minha família mineira, me abasteço. Rio com eles quase todas as horas acordadas do dia. Como se recebesse cócegas na alma. Choro de rir e me curo. Somos afortunados. Que venha a infelicidade e seus tratores. Não …