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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Quanta Dor Você Topa?

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Cansaço desta apologia do amor como spray mágico que resolve tudo. Amor não basta. Amando criamos traumas nos filhos. Amando chutamos a canela da nossa esposa. Amando somos forçados a romper ou forçamos o abandono. Malamamos, como disse o poeta. Amor não é panaceia. Amor sem maturidade é angústia, prova de atletismo, cabo de guerra. E não é amor?..


Este texto agora pode ser lido na íntegra no novo livro da Senhorita Safo.  Disponível a partir de 12/03/2016 no site das melhores livrarias.

Tragam-me o Pauzinho

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Em terceiro lugar, eu. O mundo liquidificador me ensinou desde criancinha. Prazer não é prioridade. Prioridade é ir buscar o pauzinho. Eu respondo a pressões: do chefe, dos filhos, das contas a pagar. Eu passo noventa e nove por cento da minha vida respondendo, num ato reflexo, às demandas e pressões do sistema humano...

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Brevemente Inútil

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De repente uma brecha, uma pausa, um silêncio e uma dúvida incômoda: não tenho nada pra fazer? Certamente tenho algo pra fazer.  Mas o quê? Com certeza algo está sendo não feito neste momento em que perdi desastrosamente o foco. Esforço-me por lembrar. Repito a questão mais incisivamente para o córtex: Ô! E aí?! Nada. Silêncio. Um cachorro late no vizinho compulsivamente. Foco no cachorro. Devo ir ver o que acontece com o cachorro do vizinho? Não, isso não é da minha conta. Melhor recuperar o fio da meada dos meus afazeres, e logo, antes que se acumulem. Crianças! Penso na palavra para que ela me traga afazeres. Tudo certo, encaminhado, vão à patinação, o primo leva, a empregada arrumou os equipamentos. Mais nada. Silêncio. Cachorro! Tomou o remédio? Sim tomou. Silêncio. Os minutos escorrendo ampulheta abaixo. A coisa a ser feita escondida nas rugas do córtex envelhecido. Casa! Deve haver algum problema na casa, claro, sim, casa, um vazamento, uma trinca na parede, compras, contas, l…

Férias Ou A Quase Morte do Guerreiro

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Deitada na minha cama à noite, após encarar o aeroporto internacional na volta das férias, sou Atila, o huno, sou Erik, o vermelho, eu sou Leônidas, o espartano. Despenquei de um prédio de dezoito andares na cama, e na posição que bati, permaneço. Os músculos todos retesados de cansaço, em choque. Percebo que uma das pernas jaz em posição desconfortável. Não sou capaz de tirá-la dali...


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