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Mostrando postagens de Maio, 2012

O Impossível Outro

De um lado amigos machos sozinhos. Do outro, as meninas. Casaram e quebraram a cara ou são solteiros eternos e estão na busca. Batem em minha porta atrás uns dos outros...


Mulheres Carecas

A amiga enfartou e fiquei brava. Mulheres não usavam enfartar. Mas estamos conquistando a igualdade num mundo onde ainda prevalece a lógica do macho. Sim: a gente também sabe dar porrada, a gente também é foda. E logo vamos conseguir ficar carecas, aguardem! Trouxemos a nossa barraca e montamos na planície do macho. E estávamos avisadas: planície é território de guerra não é cozinha, viu fofa?! Tudo bem, a gente aguenta.  Engolimos o choro, subimos no salto, e aprendemos a mijar pra marcar o território. Mijar de salto alto é dureza, mas está escrito no manual do sistema em vigor: tem que marcar o território. Aqui é meu, ali é meu, acolá é meu. Marcou? Agora tem que expandir. Isto querida, levanta a saia e vai mijando cada vez mais pra lá. O concorrente mijou? Corre e mija em cima. E lá vão elas, conquistando o devido respeito no Machomundi. Ainda ganham menos, afinal ele está melhor aparelhado pra mijar no alvo, a vantagem anatômica. Ela mija espalhado, complica. No mais, estão iguai…

Safo em Vídeo

Safo ganha corpo e voz.  Clica e vai.
https://vimeo.com/41529755 ou no youtube http://youtu.be/S392QXznCXU

Nem Gente

Observo a morte de grandes mitos da música ainda jovens, meteoros consumidos em seu próprio fogo, e entendo o delicioso poder da loucura, ou da droga e do álcool, loucura temporária e induzida, de nos catapultar direto da realidade parametrizada e morna para a nebulosa hiperconceitual do inconsciente coletivo. A viagem. Traspassar esta barreira do humano, mergulhar no magma repleto de percepções e sensações grandiosas que podem elevar ao paraíso ou matar. Eu sempre fui covarde diante das drogas e do álcool. Medo de perder o controle. Talvez porque perdesse muitas vezes o controle desde criança em episódios mais tarde chamados de síndrome do pânico. Talvez porque, antes dela, já temesse o descontrole e a síndrome fosse só consequência.  Eu fui guiada para o lado de lá pela dor.  Minha inadaptação ao mundo, minha repulsa aos cenários e aos personagens da história, me lançaram para o lado de lá. Uma espécie de loucura branda marcada pela cotidiana dificuldade de respirar. Loucura homeop…