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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Nem Malditos, Nem Assalariados

Amiga, sejamos o possível agora e não mais a enganosa proposta de ser. Há quanto tempo a meta fria vem nos distraindo dos arrepios viáveis do existir? A meta, carregamos eu e você, feito mala de palhaço. Meta para nós é sólido feito um poema. Rasga a análise da consultoria, a pesquisa do Ibope, as diretrizes do sucesso no esquema pós-pós-pós-moderno.  São como água benta e banho de luz: só funcionam para quem crê. Olha os artistas adaptados, olha os filmes sem alma, olha as peças de teatro burocráticas, olha os atores e diretores e autores funcionários públicos. Não pagam direito as contas, nem cravam as unhas nas costas da história. Nem malditos, nem assalariados. Olha este meio do caminho de merda. Vê nosso esforço ridículo para fazer a arte que agrada ao ministro, ao gerente de marketing, à dona de casa, à classe C. Vê os projetos pasteurizados e mentirosos que inventamos e onde tentamos esconder, feito parasita, um tiquinho do nosso jeito de amar a vida. Vê como não existe água se…

Safadas Sois Vós Entre as Mulheres

Eu sou a que nela geme
Eu sou a que nela arfa
Sou aquela que saliva
Eu sou aquela que vaza
No copo cheio da vida

Eu me deito com mulheres
Eu me entrego aos vigias
Eu sou a mulher que nela
Escurece ao meio dia

Eu sou a de boca suja
A que só quer te usar
Sou a que crava os dentes
Faz propostas indecentes
A que gosta de apanhar

Sou a que grita na rua
E atende à porta nua
A sem juízo nenhum
Eu sou a que ela nega
A que nela morre a míngua
Sou sua língua cortada
Eu, sua faca cega.
*
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Ao lado, retrato de Senhorita Safo por Vera Vivas da Cal.
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Pés Direitos Duplos

Quando casei, fui morar numa casa grande. Quatro andares. Meu marido é um leão de casa grande...


Sinto Muito

Hoje conversei com Sylmara atendente de uma enorme loja de varejo muito popular que certamente não se chama Sylmara. Sylmara se deu este nome para se proteger de mim...