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Mostrando postagens de Setembro, 2011

O Bem do Não

Esta semana negociei com meus filhos uma frustração: não participar de um evento da escola. Decisão que me custou uma profunda reflexão sobre valores e alguma dor...


Mortos no Quintal

Um cemitério debaixo  da mangueira. Assim, numa cidadela do interior do Maranhão, a família enterra seus mortos. A imagem poética das cruzinhas debaixo da árvore me hipnotiza, imensa. Um Brasil que não conheço, nem imagino. Vilas e cidadezinhas paupérrimas onde as casas não têm telhado porque não chove. Onde os mortos e as fezes são colocados em buracos ali fora de casa. Onde jovens não sabem porque cresceram, já que não há estudo, nem trabalho, nem coisa nenhuma a fazer. Hoje, durante um brevíssimo café na padaria da urbaníssima São Paulo, os pobres do Maranhão invadiram meus olhos com seus cemitérios sob mangueiras. Alienígenas neste país continente. De repente passaram atrás do vapor do meu café expresso crianças que tomam água suja do poço e estudam em escolas de barro sentadas no chão. Saltaram com seus vivos e seus mortos pro lado de cá do abismo: onde eu quero chamar de Brasil.  Me impregnaram de miséria e esvaneceram. Ficou só a imagem da mangueira verde de frutas amarelas faz…

Is Adorable

Isadora antes de encarnar nesta terra fez umas pós-graduações. Eu, mãe boboca que sou, sempre achei que Isadora recém-nascida era um caderno em branco...


Amanhece

Quando eu tinha vinte anos, mamãe diagnosticou minha vocação para o suicídio financeiro...



Zinha

Sobrinhas, irmãs e amigas me perdoem mas estou requisitando minha fragilidade de volta.  Quero enfiar  a cara entre o pescoço e o ombro do meu macho, logo acima do seu bíceps, e me sentir segura...