O Eterno Retorno

Te ocorreu fazer uma postagem ofendendo alguém? Tão rápido, tão fácil, tão ao alcance dos dedos num teclado. Vá lavar uma roupa, organiza uma gaveta, varre a frente da tua casa. Que passa. A maldade está em ti e em mim: o ódio que mama nas nossas frustrações. Não é sobre calá-lo. É sobre não atuar em seu nome. Te ocorreu escrever uma frase infeliz que machuca o outro nas tuas redes sociais? Tão rápido, tão fácil vomitar uma agressão. Vá ajudar alguém, pode ser da tua turma. Espera passar teu lado vil, tua faceta mesquinha, machucada, vingativa. Vai lavar aquelas vasilhas empilhadas na pia. Não te peço que sejas um santo. Eu não sou. Dependendo de quem tu és, sou capaz de desejar-te coisas terríveis. Sou humana, sou capenga, estou em treinamento neste plano. Mas pelejo bravamente para não jogar uma folha seca na fogueira do mal. E bato mais pesado quando me coloco na frente da minha vontade de machucar, e sou mais forte do que quando bato escravizada pelo meu mal. Te satisfaz a procissão dos malzinhos eternamente frustrados de várias cores, raças, classes sociais e culturais? Te ocorre a possibilidade da agressividade que cria? Te ocorreu violentar alguém cruel ou sutilmente hoje? Descarrega a maldade que tens direito esmurrando um travesseiro, pelo menos. Que assim passa. Que senão volta. E um dia tudo acaba mal.
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