A Depressão do Alienígena

Dia de arrancar o texto a fórceps. A fornalha criativa é só cinza. Uma brasa talvez perdida no fundo não vem me acudir. Estou amuada, acuada por uma tristeza. Mas sou operária da palavra e o prédio tem de subir. Inspiração é luxo para frescos.


Este texto agora pode ser lido na íntegra no novo livro da Senhorita Safo. 
Disponível a partir de 12/03/2016 no site das melhores livrarias.


Comentários

  1. Me fez lembrar desta música "Construção" do Chico:
    ...Subiu a construção como se fosse máquina
    Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
    Tijolo com tijolo num desenho mágico
    Seus olhos embotados de cimento e lágrima...

    ...Deus lhe pague
    Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
    A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
    Por me deixar respirar, por me deixar existir,
    Deus lhe pague
    Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
    Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
    Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
    Deus lhe pague
    Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
    E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
    E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
    Deus lhe pague

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