Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Nanna de Castro que du caralho voce é. Uma menina do tamanho do mundo de uma mulher. Aaaaaamooo
ResponderExcluirTambém te amo, Nany!
ExcluirAmo suas imagens!
ResponderExcluirE também amo os pés direitos duplos... rs... eu amo mesmo... sempre quis pé direito... o que significa? hahahaha!
obrigada! ser solidária a vc é um favor pra mim! amo ouvir vc! através dos seus textos e também na mesa de um café! puro prazer e aprendizado!
beijos!
Você tem me ensinado muito também. Que venha o medo.
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