Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Tá bem doidona e precisando de férias no meio do Pantanal . Vamos pedir para o Papai Noel!
ResponderExcluirBem doidona e com o sacão na lua. KKKK.
ResponderExcluirAmém.
ResponderExcluirOremos...
!!!!
ExcluirQue delícia!!!
ResponderExcluir"Não sou da informática, sou da invencionática..." Manoel de Barros
Te adoro, lindona!
Manoel de Barros é minha meta! Rsrsrsrs. Também te adoro.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVem fazer uma sessão de Acupuntura, amiga! A gente equilibra todo esse excesso de Yang que o "bonde das comunicações" externas nos causa, com o Yin do nosso "armário" interno!!!!... e aproveita e toma aquele café na padoca, combinado no comentário da crônica Aperta o k de julho. Bj ; )
ResponderExcluirAdorei essa bolinha cheia de agulhinha. Tô indo pra Minas, na volta vamos marcar umas espetadas com café. Bjooo.
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