Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Safo querida,
ResponderExcluirNina é um bicho abençoado e sabe disso.
Bjs
Pretinha mais linda da Tia Paulinha!
ResponderExcluirQue declaração de amor, Nannushka! lindo texto!
:o)
Que lindo texto Nanna, como sempre!
ResponderExcluirEu tenho um desses em casa também, chamado Ballo!
Amor incondicional e verdadeiro!
Nana,
ResponderExcluirHoje vc pegou no meu ponto fraco!
Tive que compratilhar no Facebook, tudo bem? bjs
Meu rabo se chama SKIP!
É, menina... a vida é assim. Nascemos sem rabos... eu nasci sem nenhum e hoje tenho doiso. Os meus não são pretos. Um é marrom e o outro beje, com pequenas manchas pretas. E o maravilhoso é saber que de seu tesouro eu guardo uma parte. Diferente da Nina, a outra parte do rabo da Nina, adora abraços, é chata igual a Nina, prepotente à maneira canina, mas fundamental em minha casa, em minha vida. Não tem doze anos... tem 20. 12 da Nina e oito que ela está comigo. Afinal a LUNA já existe desde que conheci a Nina, ou seja, quando cheguei em Sampa. A outra parte do meu rabo duplo veio da rua. E se tornaram meu coração, meus olhos, meus encantamentos.
ResponderExcluirBjs para a Nina...