Eu tenho 16 anos. Tinha. Estou morta. Enforquei-me no banheiro da casa dos meus pais. Escrevo aqui através dos dedos de minha mãe. Eu nunca escrevi bem, deu-me um trabalho grande minha carta de despedida que reescrevi muitas vezes e, mesmo assim, sei que ficaram erros perdidos em algumas linhas. Esperei que o coração de minha mãe se acalmasse um pouco, então pedi a ela que me emprestasse seu dom uma vez para que eu dissesse a todos vocês que choraram e choram, que se assustaram, que ficaram perplexos, que perderam o chão: morrer é um direito de quem nasce. Viver não é obrigatório. Viver não é para compreender, é para ser bom. E para ser suficientemente bom, em algum lugar tem que bastar estar vivo. Sem enfeites, penduricalhos, sem fazer nada, sem ter nada... Tirar tudo de cima, mergulhar no vazio, na solidão, no possível e encontrar o prazer de viver, de estar conectado. Quem fica é porque encontra. Morrer também não é para compreender. Muitas teorias sobre minha morte vão caber e nenh...
putz! que fotografia ma-ra-vi-lho-sa. que cenário concreto mais poético. que pb mais pb! do texto, gosto muito do final. por dois motivos: 1- pelo frase do fechamento e 2 -pois é quando a atriz se solta, o texto flui em sua boca. parabéns nana. achei a ideia e a iniciatiiva fantásticas
ResponderExcluirQuerida companheira de escrituras, é uma peleja fazer um videozinho destes, mas um peleja deliciosa. Obrigada, vou repassar seus elogios à equipe. Bjoka.
ExcluirNao consegui ver o video todo por este computador, mas amei o inicio que pude assistir. Vou assistir novamente depois e já espero pelos proximos! bjs Maria Eugenia
ResponderExcluirQuerida, tenta a versão do youtube, é mais leve. Bjoca.
ExcluirFantástico! Já conhecia a crônica(uma das mais lindas), e encantei-me pelo vídeo.
ResponderExcluirBjo!
só hoje parei para assistir. lindo texto. linda mari. ultimamente acho mesmo que o homem veio da bosta, por falta do barro. ri.
ResponderExcluirTem uns que viram adubo. Nem todos.
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