O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Tão bonito. A Eleonora tem razão qdo fala tão bem do seu texto. Sylvia Manzano
ResponderExcluirObrigada pela visita Sylvia. Venha mais vezes.
ExcluirEu venho sp, nem sp, porém falo alguma coisa. Vc diz verdades tão acabadas, q fico em silêncio, admirando apenas.
Excluirlágrimas, lágrimas e mais lágrimas... acho que fiquei com saudade do meu pai também... pai passarinho e pai peixe, que nunca me levou nem pro céu nem pro mar, apesar do brevê e da carta de capitão amador, pq uma vez levou minha irmã mais velha para velejar e ela passou mal... era muito intolerante o meu peixe-pássaro pai... viveu sozinho as suas aventuras e se gastou logo, voltando a habitar mar e céu ao mesmo tempo, talvez realizanod seu sonho de dissolução...
ResponderExcluirai vc, nana, sempre me fazendo sentir!
Pessoa linda que eu amo de montão e tenho o prazer de conviver... Bjo!!!
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