O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Sermos nossos pais e mães, eis a questão! Dar-nos o carinho merecido e o afeto esperado é tudo o que devemos fazer... Eis que agora estou morando longe de meus familiares (em BH), estou amando, estou sentindo saudades, é muito saudável.
ResponderExcluirBjo, querida!
É uma grande verdade a afirmativa que precisamos aprender a sermos nossos pais, nossos cuidadores nos dando o cuidado e a aceitação que muitas vezes não conseguimos receber em nosso passado... arquivar as pastas (minha história, em arquivos revisitados... algumas chaves já perdi. Outas joguei fora. Algumas pastas revisito. Mas o bom é que sempre vamos além para aqueles que chegam e fazem parte de nossas histórias, filhos, bichos... os outros.
ResponderExcluir(Adorei o texto).