Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Sermos nossos pais e mães, eis a questão! Dar-nos o carinho merecido e o afeto esperado é tudo o que devemos fazer... Eis que agora estou morando longe de meus familiares (em BH), estou amando, estou sentindo saudades, é muito saudável.
ResponderExcluirBjo, querida!
É uma grande verdade a afirmativa que precisamos aprender a sermos nossos pais, nossos cuidadores nos dando o cuidado e a aceitação que muitas vezes não conseguimos receber em nosso passado... arquivar as pastas (minha história, em arquivos revisitados... algumas chaves já perdi. Outas joguei fora. Algumas pastas revisito. Mas o bom é que sempre vamos além para aqueles que chegam e fazem parte de nossas histórias, filhos, bichos... os outros.
ResponderExcluir(Adorei o texto).