O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

ai as mães magoadas... a minha sempre se orgulhou muito de que eu fosse um homem! e nesse lugar eu me mantive até me apaixonar por um macho mais macho do que eu, e bem machista, mano de osasco - como ele mesmo se nomeia - com coragem (ou falta de educação feminista-politicamente-correta) suficiente, para me fazer ver que para ganhar na força eu tenho que ser mais forte do que ele... hj sou uma mulher histérica, olhando em pânico para o meu feminino deslocado... mas em tratamento, tratamento de choque... e estou namorando o silêncio, a servidão e os ingredientes da receita de fatia húngara deliciosa da minha avó!
ResponderExcluir(e tenho gostado muito mais de ler os seus textos do que de conversar com as amigas magoadas para tentar legitimar a minha dor, com a falta de igualdade dos sexos que reina - e continuará reinando, se o cosmos permitir - nos lares deste mundo de homens E mulheres!)
A fala é tão verdadeira e inexorável que entra em mim como se tivesse acabado de sair da minha boca. Que verdade absoluta. Que lugar delicioso essa geografia entre biceps, peito e ombro - dos mais gordinhos então nem se fala! Assim como verdade é a decadência dos rótulos de estado civil em relação à presença constante de um na vida. Vou aprendendo aos trancos e barrancos mas vendo que em seus textos ressoa minha experiência o que sempre me relembra o quanto de UM temos todas nós. Beijoca.
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ResponderExcluiresse tonus muscular, essa tensão mínima só pra nos manter em pé, essa brisa das pessoas de cuca fresca. agradeço minhas amigas por me fazer acreditar no giro macio da nuca branca de uma amada. bjs
ResponderExcluirHá de endurecer, mas jamais perder a ternura. rsrsrsrs
ResponderExcluirBjo!