Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Nanna, que delícia ler seus textos... ADORO !!! E Minas é tudo isso mesmo !! Final do mês estarei por aí também e aproveitar muito com as crianças !!!
ResponderExcluirBeijos,
Cintia
Nanna me deu uma vontade de sentar na cozinha com vc e a sua família ... já imaginei o cheirinho de cafee, o bolo quente ... no final de semana do dia 18 eu estarei em Minas na Serra do Cipó, acho que vai ser assim ... de encharcar! amor, Conz
ResponderExcluirAhhhhhhhh... quanta saudade!
ResponderExcluirTá na hora de você me colocar no banco de trás de novo...
Prometo tomar Dramin e levar saquinho. rs!
Viva a Nanna!!!
Beijos com café.
Faltou falar do do pão de queijo que nenhum estado vai conseguir imitar. De resto, linda e poética definição deste estado que e pura magia. Amo tudo aquilo e as vaquinhas nas montanhas Sao retrato da infância. Beijo recheado com carupiry.
ResponderExcluirBelíssima Nanna, que encharcada nos encharca!
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