Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Ops! Creio que nos comnunicamos via inconsciente... Leia o poema que acabo de postar rsrsrsr.
ResponderExcluirBeijinho!
Li. Amei! Comentei!
ExcluirNanna , incrível como você consegue trancrever os sentimentos de muitas de nós mulheres !
ResponderExcluirTambém estou totalmente lado B , tentando chegar ao lado A com a ajuda de uma boa Venlafaxina de 75 mg . !!
Hahahaha. Só eu tomo esta carroça deste Anafranil! Oremos!!!
ExcluirMorri de rir! Me vi!
ResponderExcluirEstou na dúvida agora!!!! Anafranil ou Venlafaxina>
Beijos,
Tânia
Vamos comprar no atacado! KKKK!
ExcluirFala pro seu lado B que este blog nunca será inútil! Sou leitora fiel, aqui de Belo Horizonte.
ResponderExcluirQuerida anônima, precisava ouvir isso. Beijoca.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCassete! Mulheres são bipolares? Pensei que só as geminianas. Meus ciclos são bem maiores, talvez de 12 em 12... anos. No entanto não sinto a bipolaridade nascendo de mim, mas sim, impondo-se a mim. Anos onde tudo dá mais certo, anos onde tudo é mais difícil. A sensação de impotência é parecida mas, com o tempo, aprendi a não remar contra a maré e a não dormir quando me leva pro lado que eu quero.
ResponderExcluirOlha, a minha nasce em mim mesmo, é uma montanha-russa. Também não brigo mais. Aprendi a reconhecer a conviver com as duas. Beijo e obrigada por estar sempre por perto.
Excluir