O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Ops! Creio que nos comnunicamos via inconsciente... Leia o poema que acabo de postar rsrsrsr.
ResponderExcluirBeijinho!
Li. Amei! Comentei!
ExcluirNanna , incrível como você consegue trancrever os sentimentos de muitas de nós mulheres !
ResponderExcluirTambém estou totalmente lado B , tentando chegar ao lado A com a ajuda de uma boa Venlafaxina de 75 mg . !!
Hahahaha. Só eu tomo esta carroça deste Anafranil! Oremos!!!
ExcluirMorri de rir! Me vi!
ResponderExcluirEstou na dúvida agora!!!! Anafranil ou Venlafaxina>
Beijos,
Tânia
Vamos comprar no atacado! KKKK!
ExcluirFala pro seu lado B que este blog nunca será inútil! Sou leitora fiel, aqui de Belo Horizonte.
ResponderExcluirQuerida anônima, precisava ouvir isso. Beijoca.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCassete! Mulheres são bipolares? Pensei que só as geminianas. Meus ciclos são bem maiores, talvez de 12 em 12... anos. No entanto não sinto a bipolaridade nascendo de mim, mas sim, impondo-se a mim. Anos onde tudo dá mais certo, anos onde tudo é mais difícil. A sensação de impotência é parecida mas, com o tempo, aprendi a não remar contra a maré e a não dormir quando me leva pro lado que eu quero.
ResponderExcluirOlha, a minha nasce em mim mesmo, é uma montanha-russa. Também não brigo mais. Aprendi a reconhecer a conviver com as duas. Beijo e obrigada por estar sempre por perto.
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