Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

muitas árvores serão envenenadas pela nova lei que padroniza as calçadas!
ResponderExcluiràs vezes acho até bom, vou embora de são paulo sem perder nada... eita cidadezinha nojenta essa...
Luisa querida, vá se embora sim mas não vá, ok? Bjos!
ExcluirTambém acho.
ResponderExcluirANTONIO PAIVA FILHO
Antônio meu caro, bom vê-lo por aqui. Bjoca.
ExcluirÉ incrível! Como inocentes folhas podem incomodar as pessoas? Muito bom!!!
ResponderExcluirAdri, é como dizem: quanto mais eu olho o homem mais gosto do meu cachorro. Obrigada por passar por aqui!
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