Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Você vai ao encontro da Confraria com esse figurino???
ResponderExcluirAh, não vai não!
Beijo!
Será que algum dia a afrodite volta?
ResponderExcluirSocooorroo!
Bjs Maria Eugenia
Nossa acho que a Mulher Moletom tem uma irmã gemea univitelinica ( aqueles que são identicos ) aqui em casa !! hahahaha
ResponderExcluirbjs
Nucha querida, você é uma escritora maravilhosa!!!!
ResponderExcluirBjs te amo, tia Maria
Esqueci de dizer que me orgulho muito de você, no bom sentido é claro. Que Deus te abençoe e te proteja sempre. Te amo de novo. Tia Maria
ResponderExcluirParabéns! Você tem muito talento , seu texto é muito legal. Vi comentário da tia Maria, que saudades dela. Bjs. Dudu Pintado
ResponderExcluirhahahaha! não consigo parar de rir! vc escreve muito bem, o ritmo do texto é o ritmo da tal mulher moleton! parabéns, vc é uma mulher repleta de feminino transbordando por todos os lados, a afrodite de moleton!Inteligente e espirituosa!
ResponderExcluirLi de novo...
ResponderExcluirAs mulheres não deviam trabalhar...
Agora a casa está vazia, não há ninguém que a deixe limpa e florida, cheirando a comida fresca; ninguém penteando os cabelos em frente ao espelho, cantarolando, leve e linda, alienada da falta de amor que reina no mundo dos homens. Ninguém capaz de acolher o outro, capaz de colocar o outro em seu regaço macio e perfumado e acariciar seus cabelos com doçura enquanto afirma convicta e contagiante, como um adulto a sua criança: "não chore amor, não foi nada... ei... pxipxipxi... eu te amo... ei, ei... calma... vai dar tudo certo!"...
Agora somos todos homens solitários!