O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Você vai ao encontro da Confraria com esse figurino???
ResponderExcluirAh, não vai não!
Beijo!
Será que algum dia a afrodite volta?
ResponderExcluirSocooorroo!
Bjs Maria Eugenia
Nossa acho que a Mulher Moletom tem uma irmã gemea univitelinica ( aqueles que são identicos ) aqui em casa !! hahahaha
ResponderExcluirbjs
Nucha querida, você é uma escritora maravilhosa!!!!
ResponderExcluirBjs te amo, tia Maria
Esqueci de dizer que me orgulho muito de você, no bom sentido é claro. Que Deus te abençoe e te proteja sempre. Te amo de novo. Tia Maria
ResponderExcluirParabéns! Você tem muito talento , seu texto é muito legal. Vi comentário da tia Maria, que saudades dela. Bjs. Dudu Pintado
ResponderExcluirhahahaha! não consigo parar de rir! vc escreve muito bem, o ritmo do texto é o ritmo da tal mulher moleton! parabéns, vc é uma mulher repleta de feminino transbordando por todos os lados, a afrodite de moleton!Inteligente e espirituosa!
ResponderExcluirLi de novo...
ResponderExcluirAs mulheres não deviam trabalhar...
Agora a casa está vazia, não há ninguém que a deixe limpa e florida, cheirando a comida fresca; ninguém penteando os cabelos em frente ao espelho, cantarolando, leve e linda, alienada da falta de amor que reina no mundo dos homens. Ninguém capaz de acolher o outro, capaz de colocar o outro em seu regaço macio e perfumado e acariciar seus cabelos com doçura enquanto afirma convicta e contagiante, como um adulto a sua criança: "não chore amor, não foi nada... ei... pxipxipxi... eu te amo... ei, ei... calma... vai dar tudo certo!"...
Agora somos todos homens solitários!