Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Sem café???
ResponderExcluirNão consigo imaginar... rsrs
Li uma estória de um cara que foi ao médico, e disse que não bebia alcool, café , comia só verduras, não trepava e etc,uma vida bem certinha.
ResponderExcluirEle perguntou ao doutor o que mais ele deveria fazer para viver bastante.
Sabe o que o médico respondeu?
Para que você quer viver mais levando essa vidinha sem graça? bj
Rita
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ResponderExcluirGosto deste blog porque ele me deixa saber que a menina está viva e bulindo. Saudade.
ResponderExcluirNão sei que porra fez sair "Os Viralata" na assinatura do comentário anterior.
ResponderExcluirhehehe... Uma amiga certa vez me alertou: desconfie de quem não tem um vício! Sendo assim, cultivo os meus, até como uma forma de confiar em mim mesma! ...e viva os pequenos vícios diários e "inofensivos", que nos mantém vivos!!!!
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