O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Amo você, Nanna.
ResponderExcluirLu
Nannu, Nannu...
ResponderExcluiratriz nata a Isadora Adorable. Também... filha de quem é, né?
Mais um post teu colocado na minha coleção daqueles que me emocionam. Olhos marejados. Novamente...
Beijo!
Linda e muito sensível a doce Isadora. Sua voz rouca me encantou.
ResponderExcluirParabéns pela crônica e pela filhota.
Bjo!
não sei pq não consigo parar de chorar! e eu tenho que trabalhar, merda de blogue que me arranca dos afazeres cotidianos e urgentes... acho que vou chorar a até desmaiar!
ResponderExcluirNanna:
ResponderExcluirMeu tio também fazia isso com a minha avó, para não apanhar. Também passou por muitos médicos até que um disse: "da próxima vez que isso acontecer a senhora coloca ele dentro de um tambor de água"(muito comum na época para guardar água). E hoje ele diz que fazia aquilo para não apanhar da minha avó. Depois daquilo que o médico disse ele nunca mais desmaiou.
Adorei a sua crônica, muito legal. Parabéns!
Andrea
Andrea
Adorei. Ahhhh esses danadinhos!
ResponderExcluirbjos ila