Coragem cenográfica
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...

Nem sei o que dizer. Briguei,fiz um levante, esperniei. E cedi.
ResponderExcluirApesar de concordar com vc em tudo isso, não pude privar minha filha de sonhos e fantasias que foram minhas no passado. Muitas frustradas. E são dela agora.E minhas tb. Nossas. Renovadas, cheias de esperança outra vez.
Bjoo
Cris
A frustração é grande mestra! Tenho aprendido muito com ela...
ResponderExcluirBjo!!!