O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Adorei Nana!bj
ResponderExcluirRita
Bom demais!!! Bjo!
ResponderExcluirP.S. Vovô me disse que em julho vc virá a Minas. Faça-nos uma visita.
Inspirador, Saudosista, Fraterno, Puro, Confortador , amei Nana!
ResponderExcluirBjs Carla Martins
Senhorita Safo,
ResponderExcluirQue linda a sua escrita. É líquida e nos envolve com presteza.
Gostei desse "Irmãos" pq vc falou tudo que eu penso sb a convivência que a gente aprende em casa com eles qdo somos pequenos.
Alguns amigos são a continuidade dos irmãos. Mas aquela intimidade toda, só com quem passou pela mesma mãe.
Eleonora Rosset