O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Perfeito! Autoestima, amor próprio, segurança, confiança em si mesma. Difícil para muita(o)s chegar nesse nível. É claro que imagino que há dias em que a balança chacoalha, mas para quem isso não acontece? Quando a base é boa, o equilíbrio retorna rápido.
ResponderExcluirAdorei!
Adorei. Também não conheço sensorialmente o significado de ciúme. Nunca senti. Mas sempre amei.
ResponderExcluirAi Nanna,
ResponderExcluirmais um texto emocionante.
Yeeeeeeeeeeeeeessssssss!!!
'Grad-cida
Beijo!
Estou aqui por indicação da Paula Nigro. E posso dizewr que adorei o texto, uma vez que compartilho da mesma idéia. Também penso assim: estou junto porque quero estar; está comigo porque quer estar.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, Ana Paula
Perfeito !! AMEI !!
ResponderExcluirJá compartilhei...
Bjo lindona
agora não posso mais ler mesmo, porque já estou soluçando de tanto chorar...
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