Seus textos são de tanta inspiração que mesmo eu que te conheço há...tanto tempo...tanto tempo...mais de uma vida, quase uma eternidade, irmanadas na companhia de ir se olhando crescer e morrer e renascer pertinho uma da outra, mesmo assim me comovo e choro na frente do lap top mesmo com o cachorro lambendo meus pés e fazendo cócegas. Choro. De uma comoção de saber o que voce fala e perceber que o caminho - do árduo ao árduo, do fácil ao árduo, do árduo fácil e do fácil, fácil, nos levam. E mais uma vez, vivida a vida, te escolho por te ler, por te saber acompanhar a singeleza das palavras e também muuuitas vezes o passo pesado da yan mil vezes yan amiga lavradora de umas terras muito úmidas...quase desencarnadas de sol...quase eu-yin. Adoro confiar e saber do seu lugar onde sempre te vi sem ontem nem amanhã mas no hoje de sempre. E prá não perder a pose-máscara de sempre: texto lindo du caralho!
Querida, está sendo muito bacana acompanhar mais de perto sua trajetória. Fiquei encantado com a simplicidade e elegância desse texto. Extremamente animador diante da Bárbarie que estamos vivendo. Amei o comentário da nossa irmã Nany; Confiamos em vc, Abre mão do nome mas não quero perder a piada: Nasce um Paulo Coelho, no melhor dos sentidos, please!!!!
Não é mais sobre a guerra. Nenhuma guerra. É sobre a Terra, toda a Terra. Por que não é mais sobre quem estava certo, quem ganhou, quem venceu. É sobre a espécie que sobreviveu. Não é mais sobre o dono da autoridade, quem tem o cargo pra mandar. É sobre assumir a autoria de pequenas crueldades. É sobre a capacidade de autorizar essenciais alegrias. Não é mais sobre recursos a explorar. É sobre a sabedoria de recusar-se a explorar, mudar o curso. Nem é sobre a urgência de cada reciclagem. É sobre a inteligência de ouvir a mensagem vital e se curvar humildemente ao ciclo natural. Não é mais sobre o poder que nos trouxe até aqui. É sobre reinventar o poder pra seguir sem apodrecer. Não é sobre o crescer é sobre o parir. Nem sobre o ter, é sobre o sentir. É sobre consumir sem adoecer. É muito sobre o que virá e ao mesmo tempo é sobre o já, o agora. E não é sobre a dor que vem de fora, o inimigo que ameaça. É sobre se saber o predador e sempre a caça. E não é sobre ser sal...
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...
Zé Cenoura montou seu cirquinho poderoso do mal. Movido pela cenoura gigante e pontuda que habita seu inconsciente, Zé Cenoura equipou o cirquinho do mal com coisas pontudas que ameaçam. Ele tem uma técnica infalível aprendida com o clã cenoura onde habitam os Zés da comunicação do cirquinho do mal: berrar atrocidades no alto-falante do mundo. Manter o ser humano assustado e distraído. Vender culpa pra quem está frustrado e achando a cenoura pequena. Tá frustrado? Tá sem grana? Tá sem emprego? A culpa é do vizinho, do preto, do gay, do latino, do chinês, do extraterrestre e Zé Cenoura tem sempre uma solução simples, drástica, miraculosa, que já foi tentada e não deu certo mas não importa desde que você acredite mais uma vez que existe uma solução simples, drástica, miraculosa para os problemas. O que importa para Zé Cenoura é o show do cirquinho do mal, tirar do guarda-roupinha sua fantasia de herói e correr pela sala com o braço erguido e o punho levantado no ar, super Zé C...
Seus textos são de tanta inspiração que mesmo eu que te conheço há...tanto tempo...tanto tempo...mais de uma vida, quase uma eternidade, irmanadas na companhia de ir se olhando crescer e morrer e renascer pertinho uma da outra, mesmo assim me comovo e choro na frente do lap top mesmo com o cachorro lambendo meus pés e fazendo cócegas. Choro. De uma comoção de saber o que voce fala e perceber que o caminho - do árduo ao árduo, do fácil ao árduo, do árduo fácil e do fácil, fácil, nos levam. E mais uma vez, vivida a vida, te escolho por te ler, por te saber acompanhar a singeleza das palavras e também muuuitas vezes o passo pesado da yan mil vezes yan amiga lavradora de umas terras muito úmidas...quase desencarnadas de sol...quase eu-yin. Adoro confiar e saber do seu lugar onde sempre te vi sem ontem nem amanhã mas no hoje de sempre. E prá não perder a pose-máscara de sempre: texto lindo du caralho!
ResponderExcluirQuerida, está sendo muito bacana acompanhar mais de perto sua trajetória. Fiquei encantado com a simplicidade e elegância desse texto. Extremamente animador diante da Bárbarie que estamos vivendo. Amei o comentário da nossa irmã Nany; Confiamos em vc, Abre mão do nome mas não quero perder a piada: Nasce um Paulo Coelho, no melhor dos sentidos, please!!!!
ResponderExcluirBeijos
LAR