... de arrepiar! Ô minha amiga. Vá! Vá mais aos barrancos do que aos trancos. Descanse, medite, respire, inspire, PIRE! Beijo nos meus três pequenos e amados. Fala prá eles que o Max sente muita saudade. Abraço apertado. Paulinha.
o que seria da vida sem esses momentos de profunda delicadeza e encontro consigo mesma e com o que amamos? Adorei o texto! E retribuo com uma frase da diva Clarice Lispector: "Eu vou lhe dar de presente uma coisa. É assim: borboleta é pétala que voa". Um beijo, Nanna!!!!
Não é mais sobre a guerra. Nenhuma guerra. É sobre a Terra, toda a Terra. Por que não é mais sobre quem estava certo, quem ganhou, quem venceu. É sobre a espécie que sobreviveu. Não é mais sobre o dono da autoridade, quem tem o cargo pra mandar. É sobre assumir a autoria de pequenas crueldades. É sobre a capacidade de autorizar essenciais alegrias. Não é mais sobre recursos a explorar. É sobre a sabedoria de recusar-se a explorar, mudar o curso. Nem é sobre a urgência de cada reciclagem. É sobre a inteligência de ouvir a mensagem vital e se curvar humildemente ao ciclo natural. Não é mais sobre o poder que nos trouxe até aqui. É sobre reinventar o poder pra seguir sem apodrecer. Não é sobre o crescer é sobre o parir. Nem sobre o ter, é sobre o sentir. É sobre consumir sem adoecer. É muito sobre o que virá e ao mesmo tempo é sobre o já, o agora. E não é sobre a dor que vem de fora, o inimigo que ameaça. É sobre se saber o predador e sempre a caça. E não é sobre ser sal...
A coragem do extremista é cenográfica. Serve só ao espetáculo. Coragem de gritar ódio em direção à muralha da própria bolha que sempre vai devolver-lhe o eco. E até quando explode abraçado a uma bomba, ele é o que menos se arrisca, protegido pelo conforto de habitar um universo simplório dividido entre o bem e o mal. Poupado pela preguiça emocional de poder ser indiscutivelmente do bem. Preservado pela ideologia que ele transformou em redoma inexpugnável. O extremista nunca corre riscos de verdade porque nunca corre o risco de se expor à verdade do outro. É o mais assustado dos seres, onde o medo fez sua melhor obra. A coragem mesmo está naqueles que se arriscam na metade do caminho onde os mísseis dos dois lados caem e são capazes de parar de correr no meio do estouro da sua própria manada. E abrem mão do espetáculo para trabalhar no terreno mais anônimo, menos midiático, menos imediato, menos lucrativo da construção de pontes. * * Às vezes me falam pra descer do muro. Eu vim destruir...
Zé Cenoura montou seu cirquinho poderoso do mal. Movido pela cenoura gigante e pontuda que habita seu inconsciente, Zé Cenoura equipou o cirquinho do mal com coisas pontudas que ameaçam. Ele tem uma técnica infalível aprendida com o clã cenoura onde habitam os Zés da comunicação do cirquinho do mal: berrar atrocidades no alto-falante do mundo. Manter o ser humano assustado e distraído. Vender culpa pra quem está frustrado e achando a cenoura pequena. Tá frustrado? Tá sem grana? Tá sem emprego? A culpa é do vizinho, do preto, do gay, do latino, do chinês, do extraterrestre e Zé Cenoura tem sempre uma solução simples, drástica, miraculosa, que já foi tentada e não deu certo mas não importa desde que você acredite mais uma vez que existe uma solução simples, drástica, miraculosa para os problemas. O que importa para Zé Cenoura é o show do cirquinho do mal, tirar do guarda-roupinha sua fantasia de herói e correr pela sala com o braço erguido e o punho levantado no ar, super Zé C...
... de arrepiar!
ResponderExcluirÔ minha amiga. Vá! Vá mais aos barrancos do que aos trancos.
Descanse, medite, respire, inspire, PIRE!
Beijo nos meus três pequenos e amados. Fala prá eles que o Max sente muita saudade.
Abraço apertado.
Paulinha.
PAREI DE ME COBRAR. ENTREI EM TRANSE. LINDO, COMO SEMPRE SÃO SEUS TEXTOS.
ResponderExcluiro que seria da vida sem esses momentos de profunda delicadeza e encontro consigo mesma e com o que amamos? Adorei o texto! E retribuo com uma frase da diva Clarice Lispector: "Eu vou lhe dar de presente uma coisa. É assim: borboleta é pétala que voa". Um beijo, Nanna!!!!
ResponderExcluirAdorei o texto. Está lindo. E verdadeiro. Vem da alma, eu pude ver.
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