O Macaco Nu
O homem viu atrás do arbusto o que parecia muito ser uma possibilidade de crítica. Entendam, uma crítica pode ser um bicho pequeno, mas pode não ser e devorar a gente. A crítica no subterrâneo do homem não era um bicho pequeno. Ela estava ligada ao impossível pressuposto de que ele, talvez também um bicho muito pequeno, não podia ser fraco, não podia errar, não podia distrair-se, não podia tropicar, não podia rir de si mesmo sob pena cruel da retirada do amor. Então, o instinto de autossobrevivência do homem entrou em standby por segurança. Eriçou os pelos das costas, retesou os músculos e colocou seu hiper foco no bicho atrás do arbusto que sim, agora ele tinha absoluta convicção de que era uma crítica. Entendam, o homem não podia deixar que ela crescesse dentro do peito e desenvolvesse mandíbulas fortes e cheias de dentes e avançasse sobre o pequeno bicho indefeso que ele não podia ser. O homem estava ameaçado. O homem precisava contra-atacar. Li uma vez em um livro do bió...

Adorei Nanuska. Ter rugas finas ao redor dos olhos às vezes incomoda, e muito, mas nos traz esta serenidade. É muito bom ter ombros de veludo, mas também é MUITO BOM ter 43!!
ResponderExcluirTenho me permitido esses olhares também. Uma delícia! E sempre digo que o melhor presente que tenho recebido é dom de envelhecer com sabedoria, corrigindo algumas pequenas bobagens adolescentes!
ResponderExcluirBjo! Bom fim de semana!
Nanna:
ResponderExcluirgostei muito do seu blog!
E sobre ests post, ontem assisti a um filme francês da Mostra (Para Poucos), que discute a relação de casais heterossexuais. São dois casais em que há uma relação aberta entre eles. Parecido com o tom q vc leva aqui no post. Se puder assistir, vale a pena.
bjs
Maurício
Mellone