Velhos de Toga e Terno

Hoje vou falar mal dos velhos. Não dos idosos, mas dos velhos que ganham idade sem amadurecer e apodrecem. Meu país é lamentavelmente conduzido por velhos. Velhos senhores do executivo, do legislativo e do judiciário com velhas ideias de poder pelo poder. E cheira muito mal. Enquanto os evoluídos do planeta avançam rumo ao compartilhamento, à compaixão, à transparência, à divisão, à igualdade como caminho de sobrevivência, os velhos do meu país olham hipnotizados para o próprio rabo. Cegos ao que o mundo lá fora aprendeu custosamente: egoísmo mata... volta que nem bumerangue... é devorar a si mesmo com esgares de esperteza. Porque o outro não existe. Tudo é uma coisa só num equilíbrio sutil. A falta na África é minha. A borboleta que bate asas no meu jardim cria o tufão do outro lado do planeta. Não é poesia, é física, não é bondade, é inteligência emocional. E não é imediato mas é certo: a conta vem. Porém, velhos não amadurecidos pensam tudo separado. Acreditam nos limites qu...